A primeira vez que ouvi Mumford and Sons foi há uns sete anos. Assisti ao clipe de "Little Lion Man" num canal de música provavelmente extinto. Lembro de ter gostado muito da música (nem tanto do clipe) e de procurar a banda na internet. Ouvi outras músicas e estava irremediavelmente apaixonada. Queria o cd, e descobri que estava esgotado no Brasil. Talvez um ano mais tarde, acabei indo parar na Inglaterra, e a única coisa que eu queria trazer de lá era o "Sigh no more", primeiro cd deles. Algumas semanas depois que voltei, o segundo cd foi lançado, e para minha alegria, comprei no Brasil, assim como fiz com o DVD "The road to Red Rocks" e o terceiro álbum. Na primeira vez que ouvi o cd deles, amei todas as músicas. Na segunda também. E na terceira, na quarta... Sempre que eu ouço, amo todas as músicas. Fora a primeira vez que tive a experiência de gostar de todas as músicas de uma banda. Os anos passaram, e acabei conhecendo outras bandas, ouvindo outras coisas, mudando meu gosto musical. Mas Mumford and Sons permaneceu, e ainda que eu não ouça suas músicas todos os dias, toda vez que eu as ouço, é como da primeira vez: me apaixono irremediavelmete e me pego ouvindo todas as músicas e suas versões de novo. Na minha opinião, essa capacidade que certas bandas têm de fazer a gente se reapaixonar todas as vezes que as ouvimos é o que as tornam nossas favoritas. Essas bandas contarão sempre com a nossa lealdade, e por mais que flertemos com outras bandas e outras músicas, lá no fundo, nossos ouvidos permanecem devotos àquelas que conquistaram nossos corações. Não há explicação do porquê gostamos. Gostamos e ponto. E isso é motivo suficiente para ouvirmos pela milésima vez aquela versão acústica filmada por um celular da plateia, achando que não há versão melhor já feita daquela música.

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