Fiz um update! Está em negrito no post.
Antes de começar:
Antes de começar:
1. Pode conter spoilers. Por isso, se você ainda não assistiu e tem alguma intenção de assistir no futuro, cuidado.
2. Impressões pessoais, única e exclusivamente. Opinião dada como fã.
3. Pode ser um texto longo ;)
Feitas as considerações acima, eu meio que quis começar uma seção nova no blog: o "Assistindo", que consiste basicamente em dar opiniões (não-especializadas, veja bem. Não estamos enganando ninguém) sobre séries que eu assisto/assistia. Decidi abrir com uma série mais pop, Homeland, que ganhou um monte de prêmio ultimamente.
Honestamente, o gênero e o enredo não são os meus favoritos. É um thriller misturado com drama, que envolve terroristas e a CIA (e parece que esse é o tema favorito dos produtores ultimamente, né?). Então, porquê eu assisto? Em duas palavras: Damian Lewis. Eu sou super fã do cara, e assisto basicamente qualquer filme/produção que o envolvam. Daí, eu não ia perder a série protagonizada por ele, né? Mas eu continuei assistindo porque gostei bastante da história, e comecei a ficar interessada em saber o que vem depois.
(Se clicar na imagem, ela direciona para o local de onde foi retirada.)
Basicamente, Homeland é sobre um soldado (Nicholas Brody, interpretado pelo Lewis) que é feito prisioneiro por terroristas durante oito anos e que é resgatado em uma operação da CIA. O cara volta para casa e se torna o grande "heroi americano". Só que uma agente (Carrie Mathison, interpretada pela Claire Danes) desconfia que o tal heroi não é bem o que parece ser, e que no fundo ele está tramando um ataque terrorista contra os Estados Unidos.
Mas uma das grandes sacadas da série (pelo menos na primeira temporada) é justamente trabalhar com a dúvida: nem tudo é o que parece ser. A Carrie é uma agente brilhante (claro, tem clichê), mas problemática- ela sofre de transtorno bipolar (e resiste em enfrentar sua condição)- e é obssessiva até o último fio de cabelo. Ou seja, quando sua desconfiança sobre o Nicholas se prova infundada num primeiro momento, você começa a duvidar sinceramente que ele seja um terrorista, e a desconfiar que ela no fundo, só está sendo obssessiva- e chata.
É claro que os dois se envolvem romanticamente, e se a princípio ela estava jogando com ele, depois ela se apaixona, aquela coisa toda que a gente conhece.
O outro personagem ambíguo é justamente o Brody. Ninguém sabe o que se passa na cabeça dele, e parece que ele está manipulando a todos a todo momento. Ele mente, ele mata, ele se faz de coitado, e você acaba simpatizando com o personagem. Aí também está outra grande sacada da série: mostrar que nem tudo é preto no branco. Lá para o fim da primeira temporada, você descobre que o cara é realmente um terrorista (homem-bomba e tudo), mas você não odeia ele, sabe? Você torce para o plano dar errado, para que ele se salve, para que ninguém descubra e para que ele possa se redimir. Apesar de não ter sido uma mega fã da Carrie, no final da temporada, eu fiquei torcendo por ela. Ela foi considerada louca, e acabou afastada (outra palavra para expulsa) da CIA por causa dele.
A série dismistifica aquela história de "os EUA são os mocinhos" e "os islâmicos são os vilões". Como eu disse, nem tudo é preto no branco. O Brody é o heroi americano, mas que está envolvido com terroristas, a Carrie é a agente quadradinha que acredita estar na guerra contra o terror, mas que está envolvida romanticamente com um terrorista (e que não quer abrir não dele de jeito nenhum).
Mas o personagem mais ambíguo de todos é Saul Berenson (interpretado pelo Mandy Patinkin)- e é um dos meus favoritos!. O Saul é um agente da CIA "das antigas". Ele é o mentor da Carrie, e age como a consciência dela. Apesar dela aprontar "a torto e a direito" com ele, ele gosta muito dela, e acaba protegendo e ficando do lado dela (na maioria das vezes). Mas isso é o lado A dele. O lado B, ninguém sabe. Ele é o personagem perfeito, sabe? Não está envolvido em nenhuma maracutaia, é correto, não é ambíguo (affe, coerência mandou beijos, haha. Tinha falado logo acima que ele era ambíguo! O que eu quero dizer é que aparentemente ele não é ambíguo. Não dá para saber quem ele realmente é: só um agente da CIA, ou alguém envolvido com algum tipo de atividade ilícita). E para essa série, isso é muito estranho. Sabe-se também que existe um "mole" (tipo um informante) dentro da CIA, e que acaba vazando algumas informações e frustrando alguns planos. Mas enfim, ninguém sabe quem é, e alguns especulam que possa ser o Saul (já pensei nessa hipótese, mas estou na dúvida).
Na primeira temporada, a gente conhece os personagens principais, e descobre a real motivação do Brody em palnejar um ataque terrorista. Ah, informação importante para a próxima postagem: Brody é um suicida, e planeja um ataque usando um colete de explosivos. Antes do fatídico dia, ele grava um vídeo (endereçado principalmente para a sua família) explicando suas motivações e esconde em um parque. Como, obviamente, ele não detona o colete, ele volta para buscar o vídeo, e advinhem? Sumiu. E fica o gancho para a segunda temporada.
Na primeira temporada, a gente conhece os personagens principais, e descobre a real motivação do Brody em palnejar um ataque terrorista. Ah, informação importante para a próxima postagem: Brody é um suicida, e planeja um ataque usando um colete de explosivos. Antes do fatídico dia, ele grava um vídeo (endereçado principalmente para a sua família) explicando suas motivações e esconde em um parque. Como, obviamente, ele não detona o colete, ele volta para buscar o vídeo, e advinhem? Sumiu. E fica o gancho para a segunda temporada.
Bom, mas até agora eu falei da primeira temporada de Homeland. A segunda é outra história.
PS. Dividi o post em dois. Tava ficando imenso- e confuso, haha. Depois eu posto a parte dois.
PS. Dividi o post em dois. Tava ficando imenso- e confuso, haha. Depois eu posto a parte dois.


